TV RIBEIRA - Qual sua formação?
Esther - Durante um ano e meio estudei nos Estados Unidos, no estado da Pensilvânia, terminando o colegial. Voltando para o Brasil fiz o curso de Filosofia Pura, na Universidade de São Paulo – USP.
TV RIBEIRA - Qual a sua formação terapêutica?
Esther - Morei durante muitos anos no planalto central, em comunidades alternativas. Durante esse período, que foi de dez anos, fiz vários cursos de massagens, meditação, Path Work e cura pelas mãos. No ano de 1989, me estabeleci em Pariquera-Açu e dei continuidade aos estudos iniciados em Brasília. Me formei em São Paulo como acupunturista e venho aplicando essa técnica chinesa há seis anos.
A música também é um elemento rico e essencial no meu trabalho de cura terapêutica.
TV RIBEIRA - Qual é a sua proposta terapêutica?
Esther - Minha proposta é unir todos esses conhecimentos adquiridos numa ação holística, com o objetivo de curar o Ser como um todo.
A palavra “holística” é um termo que vem do grego “holos” – igual ao todo. Trata o ser humano como um Ser integral, unindo todas as partes fragmentadas, transformando numa só parte, em benefício de sua cura, aos níveis físico, orgânico, psicológico, emocional, mental e espiritual.
TV RIBEIRA - O que é um canto de cura xamânico?
Esther - Bem, primeiramente, vamos entender o significado real do que vem a ser um Xamã. O verdadeiro Xamã é um indivíduo que conseguiu encarar suas próprias sombras e dores, acolhendo-as com honestidade, amor e compaixão, no intuito de se auto-conhecer e transformar suas sombras em humildade, compreensão e consciência do próprio Ser, trazendo a Luz à Consciência!
Durante os cantos de cura xamânicos utilizo a maraca, instrumento indígena de cura. Sou autorizada pelos pagés de três etnias indígenas, nas quais sou batizada (Kariri-Xocó, Funiô e Guarani), a utilizar esse e outros instrumentos de limpeza, além de todo o conhecimento indígena para realizar as curas.
TV RIBEIRA - O que aconteceu na sua viagem a cordilheira dos Andes, no Peru?
Esther - Visitei uma tribo de descendentes dos Incas e conheci Dom Martin, um Xamã da região de Cuzco. Foi quando ele realizou minha iniciação xamânica, seguindo os rituais de seus antepassados. Mas, o que foi mais significativo, é que ele compartilhou comigo seu cristal pessoal, que ele colheu nas montanhas sagradas de Machu Picchu, quebrando ao meio a pedra sagrada.
TV RIBEIRA - Sabemos que você é poetisa e musicista. Fale-nos um pouco sobre esses seus dons.
Esther - A música para mim sempre foi um instrumento Divino de auto-conhecimento e elevação espiritual.
Sou compositora desde os dez anos de idade e, quando estava estudando nos Estados Unidos, pude observar que, quando cantava, atraia as pessoas que, espontaneamente, diziam se sentir mais leves e alegres. A partir daí fui observando que, cada vez mais, esse dom musical conduzia a mim e a outras pessoas para uma atmosfera de bem-estar e leveza e, espontaneamente, aconteciam curas.
TV RIBEIRA - Foi daí que surgiu a musicoterapia para você?
Esther - Sim, foi! A música é também uma terapia para doenças emocionais e mentais. O canto de cura que utilizo nas terapias ajuda as pessoas a conectarem-se consigo mesmas e ainda acalmar a mente e o coração.
TV RIBEIRA - Então os CDs que você gravou são usados para a musicoterapia?
Esther - Com certeza. Tenho dois CDs gravados, o “Uma palavra viva” e “Na guerra da paz”.
Esses CDs foram comentados em vários programas de televisão, como o “Programa do Jô”, além da TV Cultura, Rede Vida e Bandeirantes.
São composições próprias de caráter reflexivo que alguns críticos de arte denominam MPB Diferenciada.
Terminei a gravação do meu terceiro CD, mas ainda não foi lançado. Estou na fase da confecção da capa.
TV RIBEIRA - Os leitores que desejarem conhecer o teu trabalho devem te procurar onde?
Esther - Moro na Chácara “Toque Natural”, na estrada de Iguape, logo após o Banespinha, do lado esquerdo.
Meu telefone é 3856.1942 e meu e-mail é naguerradapaz@uol.com.br. |